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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Vinho no Free Shop: Alguns Muitos Cuidados

Em tempos de restrição de embarque com líquidos, nada mais prático que deixar as compras de vinho para o free shop.  Especialmente para você que não tem uma mala de vinhos!  Levante a mão quem nunca teve problemas em acondicionar garrafas no meio das roupas...

Enfim, correndo o risco de frustrar seus planos de férias, sinto dizer que o free shop nem sempre é uma boa escolha...  Tudo começa pela exposição: garrafas em pé, recebendo iluminação forte e direta, algumas vezes calor, muito calor. Depois vêm as opções: se a idéia for comprar vinhos mais simples, ótimo, se não, talvez não encontre os melhores rótulos das vinícolas do país que estiver visitando.  Por fim, os preços, que nem sempre compensam.  (Como para toda regra tem uma exceção, devo dizer que o Almaviva na vinícola é mais caro que em qualquer outro lugar no Chile, incluindo restaurantes, e até mesmo no Brasil #prontofalei).

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Duelo de Harmonização Matetic

Semana passada a Grand Cru promoveu uma degustação Matetic com jantar.  Em abril, estive no restaurante da vinícola em Casablanca também para um almoço harmonizado.  Disponibilizo aqui os cardápios para você julgar qual deve ter sido melhor:

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Degustação Casa Marín

Depois de comentar sobre a proprietária e enóloga da Casa Marín, Mariluz, em uma homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, fui ao Vale San Antonio conferir de perto seus vinhos.

Mais uma vez fui fisgada pela história, é sempre um tanto sedutor ouvir sobre persistência e superação para se fazer um grande vinho. E foi isso que aconteceu com Mariluz que acreditou na pequena comunidade de Lo Abarca, no Vale de San Antonio, a apenas 4km do mar. Apesar das críticas intensas, ela conhecia bem a região, local que passava férias na infância, e sabia de seu potencial.   Diz ela que ficava impressionada com o tamanho e qualidade das frutas que ali nasciam.  Hoje, os críticos se calam de inveja...

domingo, 29 de abril de 2012

Matetic e a Filosofia Biodinâmica


A vinícola Matetic foi criada em 1999 pela família Matetic, de origem croata, que, após ganhar uma grana no sul do Chile com atividades agropecuárias e minérios, decidiu diversificar seus negócios e comprou a propriedade no Vale de San Antonio.  Junto com a Casa Marín, é uma das mais antigas vinícolas na região.

A Matetic, além dos seus ótimos vinhos, é reconhecida por ter adotado a filosofia biodinâmica na sua produção.  A propriedade tem mais de 120 hectares plantados conforme os princípios do cultivo orgânico e, desde 2004, as uvas são certificadas pela instituição alemã CERES GmbH.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Chenin Blanc

por Laira Curado

Todos sabem que vinho branco combina com países tropicais. Sol, calor e um bom vinho branco refrescante!

Mas a realidade é que sempre fui uma apaixonada por vinhos tintos! E sempre que experimentei vinhos brancos... bom, não foi a melhor experiência... Achava os vinhos sem graça, sem aromas, sem gosto...

sábado, 21 de abril de 2012

Viajando com Vinhos: minha experiência com a Wine Case

Finalmente minha primeira viagem internacional com minha mala para vinhos.  Empolgadíssima, mas ainda com certo receio, pensei duas vezes antes de praticar o desapego e deixar todos os plásticos bolha pra trás.  Não é que sobrevivi?  Mas não sem algumas emoções...

Começou na alfândega do Chile.  Na fronteira, no caminho voltando de Mendoza, é preciso abrir algumas malas.  Principalmente malas suspeitas.  Vamos combinar que era o caso, ainda mais com um monte de divisórias e fundo alcochoados. Como só havia comprado uma garrafa em Mendoza, os chilenos não entenderam bem do que se tratava.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um Programa Diferente em Mendoza

Se você já visitou vinícolas e não agüenta mais ouvir sobre processo de vinificação e tirar fotos de sala de barricas, ainda há vida em Mendoza.

A Zuccardi, por exemplo, oferece um cardápio de programas diferentes e escolhi o Vení a Cocinar.  Isso, uma aula de culinária em plena vinícola.  Não é uma idéia deliciosa?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Malas para Vinhos: A Escolha

Finalmente, depois de tanto carregar plástico bolhas e pagar mico em aeroportos com excesso de bagagem, me profissionalizei e comprei minha primeira mala para vinhos!  O que vai merecer um brinde logo mais, claro!

O périplo virtual foi longo.  Minha primeira parada foi na Winefit, que tem umas malas bonitas, com ótimo acabamento, moderninhas e práticas, mas sem muita informação no site.  Preço que é bom, nem pensar!  Você pede mais detalhes sobre o produto e aparecem informações sobre tamanho e fotos dos acabamentos externos da mala.  E eu lá quero saber como é a costura da mala?  Eu quero saber como meus vinhos estarão protegidos lá dentro, uns dos outros e de eventuais pancadas ao serem arremessados na esteira.  Enfim, alguns e-mails depois e recebi o que precisava:

Segundo a empresa, "a cordura possui alta resistência nos itens abrasão, rasgamento e perfuração, é utilizada em coletes balísticos. A estrutura das divisórias são feitas com papelão, espuma pack e envolvida com pluma".  Continuei insegura sobre a resistência a arremessos...

Mala de 06 gfs - R$ 980,00 em nylon (cordura 500) e R$ 1.740,00 em couro
Mala de 12 gfs - R$ 1.560,00 em nylon (cordura 500), e R$2.290,00 em couro (preços de 2011)
Pagamento à vista, entrega imediata e frete a cobrar.  Para Brasília, o frete ficaria em média R$ 170,00.
Fiquei em dúvida se meu relacionamento com os vinhos estava pronto para esse passo tão grande e viajei mais uma vez sem mala...

Como sou brasileira e não desisto nunca, ano novo, vida nova, resolvi checar a Tecnomalas.  O site deles tem tudo o que você precisa saber: preços, materiais, fotos detalhadas, preço de frete, prazo para entrega.  A mala é rígida e tem as opções de 5, 10 ou 15 garrafas.  A de 15 (a partir de R$ 698,00) só poderá ficar completa quando eu viajar com mais alguém (bom, o limite é de 12 litros/viajante, mas já peguei fiscais que acham que garrafa de vinho é igual a de whisky).  Com a de 10 (a partir de R$ 656,00), teria que deixar para trás aquelas garrafas que eu queria tanto...

O frete para Brasília ficava a partir de R$ 85,00.  Mais barato e bem mais demorado, a disponibilidade para a minha vermelhinha era de 25 dias (para a preta, 15 dias)!

Fiquei entre a de 10 garrafas da Tecnomalas e a de 12 da Winefit. Algumas reflexões, alguns cálculos e concluí que 10 é um número ainda mais redondo e mais bonito que 12.  Ah, claro, havia uma "diferençazinha" de até mais de 100% no preço por duas garrafinhas a mais (aquelas que eu queria tanto, mas sei que depois nem conseguiria beber mesmo...).

Feliz e resignada, eis minha nova aquisição:


ATUALIZAÇÃO: Minha experiência com a mala aqui.

domingo, 2 de outubro de 2011

Bodega Bouza

Finalmente consegui visitar uma vinícola.  A escolhida foi a Bodega Bouza. Me disseram que era a mais próxima do centro de Montevidéu, então daria tempo.  O trajeto levou cerca de 40 minutos e tive um atendimento exclusivo.  Me senti uma importadora sendo paparicada por potenciais fornecedores!  Na verdade, esclareço, foi porque só havia eu para a visita...

Bom, é uma vinícola boutique, familiar e recente.  Seu primeiro vinhedo é de 2001, seu primeiro vinho de 2003. Tem apenas 23 hectares e uma produção de 90 a 100 mil garrafas/ano.  Quase todos os vinhos passam por barrica (francesas e americanas) entre 4 e 18 meses, inclusive os brancos.  As barricas são utilizadas apenas 3 vezes e então vendidas para quem tiver interesse (taí a dica para quem quiser uma barrica decorando a sala!).


Em um piso abaixo da cava, os proprietários mantêm uma vinoteca.  40 garrafas de cada vinho produzido são sempre reservadas para formarem o arquivo e permitir avaliações futuras sobre a evolução dos vinhos. A visita inclui ainda uma passadinha pelo museu de automóveis clássicos, um hobby do proprietário.

Vinoteca
Coleção de carros antigos

Após a visita, fui para a degustação no restaurante da vinícola. Charmoso e aconchegante, vale a visita - aberto apenas para almoço.   


Degustei 5 vinhos acompanhados de frios e pães.  Achei o máximo, pena que tinha acabado de comer e estava lá sozinha.  Com o sommelier ao meu lado me observando, não me senti à vontade para ficar lá a tarde toda degustando os vinhos e os petiscos com calma...  Ah, devo dizer que essa mordomia de se ter comidinhas durante a degustação se deve ao fato de que me custou US$ 25. 


Sou bastante suscetível a visitas a produtores, geralmente me encantam e me convencem que fazem o melhor vinho do mundo.  Ao final da visita, já na degustação, com o pouco de racionalidade que ainda me resta, consigo comprovar ou não minhas impressões.  A meu favor e para salvar minha promissora “carreira” como enófila, devo lembrar que sim já aconteceu de visitar vinícolas que não me convenceram em nada... ufa!

Em Bouza, fui mais uma vez abduzida.  A preocupação com a qualidade de seus vinhos demonstrada durante a visita me impressionou e os vinhos degustados depois não fizeram por menos:

1.      Vinho branco – Linha Clássica
Trata-se de um corte de Chardonnay e Albariño (50/50).  O único da vinícola que não passa por carvalho.  Bastante frutado, com aroma destacado de papaya (ainda não havia sentido esse aroma assim tão forte). Boa acidez e boa persistência.
2.   Tempranillo Rosé 2010 – Linha Clássica
Não impressionou pelos aromas sutis de leveduras, mas surpreendeu em boca.  Equilibrado, untuoso e persistente.
3.       Merlot Tannat 2010 (60/40) – Linha Clássica
12,5% de álcool.  Bem mais merlot que tannat, tanto em seus aromas herbáceos quanto em boca, menos encorpado.
4.       Tannat 2009 – Linha Clássica
Surpreendeu.  Cor púrpura intensa, aromas marcantes, envolventes, taninos macios, redondo, uma delícia de tomar.
5.       Tannat A6 2009 – Parcela Única
Aromas intensos de frutas vermelhas, chocolate, tostado. Em boca, mais uma excelente surpresa.  Taninos muito macios, bastante equilibrado, final persistente.  18 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.

A linha Parcela Única trata-se de um vinho elaborado com uvas provenientes de um único lote do vinhedo.  Todos os lotes recebem uma letra e um número e os melhores são destinados à elaboração de vinhos exclusivos. Há também o A7, o A8 e o B6 para Tannat, para Tempranillo, o B15 e o B9 para Merlot.

Outra linha top da vinícola é o Monte Vide Eu, um corte selecionado de Tannat, Merlot e Tempranillo.

Resultado:  saí com duas garrafas, um Tannat Clássico 2009 (R$ 32,00, melhor impossível!) e uma de A6 que, ao chegar em casa e abrir a caixa, descobri ter sido trocado por um A7 Siete Barricas.  Imagino e espero que seja do mesmo nível daquele que provei na degustação.  Parece ser mais elaborado.  A ver!