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quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulheres e Vinho

No livro Wine for Women: A Guide to Buying, Pairing, and Sharing Wine, a crítica de vinhos Leslie Sbrocco, colaboradora de jornais, revistas e programas de televisão nos Estados Unidos, compara as principais uvas com as peças mais essenciais de um guarda-roupa feminino. É claro que se trata de uma brincadeira, mas, para as mulheres, o paralelo pode fazer algum sentido. 

É informação divertida para quem entende alguma coisa da bebida e acessível para quem não tem a menor idéia.  Melhor ainda, é como uma inside joke, comentários que realmente apenas nós, seres mais evoluídos, vamos conseguir entender.  Veja as idéias de Leslie:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Leitura de Férias: Vinhos

Para você que está curtindo suas merecidas férias ou, como eu, apenas curtindo chuva em Brasília, preparei uma pequena seleção de livros para incrementar seu momento.  Afinal, um um bom livro vai bem na praia, na montanha, no inverno de Brasília ou mesmo com apenas uma taça de vinho! 

E, seguindo as regras básicas de harmonização, nesse último caso, se o livro falar sobre a bebida, a combinação será perfeita! 


1. Champanhe, de Don & Petie Kladstrup
    "Como o mais sofisticado dos vinhos venceu a guerra e os tempos difíceis"
     Meu primeiro livro sobre o mundo dos vinhos, rendeu uma viagem a Champagne, na França, para verificar in loco suas histórias deliciosas.

2. Vinho & Guerra, de Don & Petie Kladstrup
    "Os franceses, os nazistas e a batalha pelo maior tesouro da França"
    Não preciso dizer mais nada.

3. A experiência do Gosto
    "O mundo do vinho segundo Jorge Lucki"
     64 artigos de Jorge Lucki publicados no jornal Valor Econômico. Uma delícia de ler e uma constante fonte de referência.

4. Mil Dias na Toscana, de Marlena de Blasi
    "Memórias de um pequeno vilarejo repleto de comida, romance e, acima de tudo, vida"
    Delicioso de ler, o vinho aparece, mas, como não poderia deixar de ser na Itália, acompanhando refeições maravilhosas e intermináveis.

5.  As Mulheres Francesas Não Engordam, de Mireille Guiliano
     "Uma leitura divertida, que mostra como comer com prazer e sem culpa!"
      Há um capítulo especial (pequeno) sobre vinhos, o mínimo já que a autora é presidente e CEO da Clicquot, Inc., em Nova York, e diretora da Champagne Veuve Clicquot, em Reims.  Um livro bem chatinho, cheio de preconceitos e hipocrisia, mas deixo aqui caso você esteja sem opções.


Minha próxima leitura:

Bebo, logo existo, de Roger Scruton
"Guia de um filósofo para o vinho"
Ganhei de aniversário da Naiara e do Elizeu, "um antídoto bem-humorado para a pretensiosa conversa oca que hoje se escreve sobre o vinho e uma profunda apologia à bebida sobre a qual a civilização foi fundada", can't wait!!

Já me indicaram e ainda não li:
O Gosto do Vinho, de Emile Peynaud

Se você não está de férias e é um nerd (ou um geek para acompanhar a evolução e evitar conflitos de geração), minhas sugestões de leitura não gostosas mas altamente informativas:

1. The World Atlas of Wine, de Hugh Johnson e Jancis Robinson
    Para você que é autodidata, um curso completo e excelente.

2. The Wines of Burgundy, de Clive Coates
    Um curso sobre a complicada região da Borgonha.

3. The Finest Wines of Tuscany and Central Italy, de Nicolas Belfrage
    Um guia para os melhores vinhos e seus produtores.

4. Hugh Johnson's Pocket Wine Book 2012
    Um guia para você ter em mãos sempre, especialmente na hora de escolher seu próximo vinho.  Excelente para te acompanhar em viagens internacionais (não tem muita coisa sobre o Brasil).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Espumante, uma paixão nacional

Sábado foi dia de Rock in Rio e decidimos fazer uma "área vip premium" em casa (valeu, Multishow!) com a presença de alguns amigos ilustres.  Como toda área vip que se preze, havia diversas opções de bebida. Eu fiquei com o espumante.  Que me perdoem os vinhos, mas, com eles, eu não duraria até o Snow Patrol, acho que nem teria resistido ao Capital Inicial.  Além disso, o que mais conseguiria harmonizar com a diversidade de iguarias e acepipes servidos (de queijos variados a Doritos, passando por pães, patês, frutas secas, castanhas e embutidos)?

A opção da noite foi o Salton, bom custo/benefício para as mais de 6 horas de show.  Particularmente, sempre rendo minhas homenagens ao Valduga 130 (esperando, torcendo e rezando por uma oportunidade exclusiva de degustar o mais novo lançamento da Casa, o Maria Valduga) e os excelentes Cave Geisse (em Brasília, vendidos na Portofino)

Nas palavras de Hugh Johnson, o Brasil tem feito "some decent sparkles".

Degustação na Cave Geisse em Pinto Bandeira
Sr. Juarez Valduga sabreando durante a última vindimia de 2011
Espumantes em fermentação na Casa Valduga
Minha paixão por espumantes foi despertada pelo livro "Champanhe", de Don & Petie Kladstrup, mesmos autores do conhecido "Vinho & Guerra".  O livro é uma história fascinante de superações, resistência e coragem, além de ser recheado de heroínas (Madame Clicquot e Madame Pommery como alguns exemplos) que conseguiram transformar suas maisons no que são hoje e elevar constantemente o status da bebida, a mais sofisticada e rainha das celebrações.

O champanhe, contudo, não precisa se restringir a seu caráter festivo.  Concordo com Lily Bolinger para quem sempre há motivos para se abrir uma garrafa (veja sua frase célebre em meu post aqui).  Afinal, o champanhe ou o espumante é a única bebida que vai bem desde o café da manhã até a madrugada!
Pommery, em Reims
Destaco ainda a frase proferida por Dom Pérignon ao provar champanhe pela primeira vez: "Estou bebendo estrelas!".  Segundo o livro, nada disso é verdade, mas, para mim, faz sentido.  A bebida tem o brilho do sol e todas aquelas bolhas pequenas, incansáveis e duradouras me lembram mesmo uma constelação.

Do livro, vale a pena contar a história do nome Moët.  Claude Moët, que decidiu se dedicar exclusivamente à produção de champanhe em uma época em que de 20% a 90% das garrafas estouravam anualmente, herdou sua determinação de seu ancestral holandês chamado LeClerc.  Le Clerc lutou ao lado de Joana d'Arc em 1429 e ajudou a manter os ingleses afastados para que Carlos VII pudesse ser coroado na catedral de Reims.  À frente do exército, LeClerc gritava: "Het moet zoo zijn" ("Tem que ser assim") enquanto a Virgem de Orléans conduzia Carlos até a igreja.  LeClerc foi ricamente recompensado pelo rei, que o deu um novo nome: Moët, em homenagem à sua determinação.

Claude, em pouco tempo, se tornou um dos poucos comerciantes de vinho reconhecidos pela corte real. Em 1750, apesar das garrafas quebradas, ele produzia 50 mil garrafas de champanhe por ano em uma região que nunca havia produzido mais de 300 mil. Por fim, sua bebida caiu nas graças de ninguém menos que Madame Pompadour que, achando que o "champanhe é o único vinho que deixa uma mulher bela depois de o beber", garantiu que a bebida fosse servida em todas as ocasiões importantes na corte de Luís XV.
Cave da Moët & Chandon em Epernay