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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Vinhos Arzuaga

Estava devendo esse post há algum tempo já.  A importadora Decanter promoveu um jantar com degustação dos vinhos Arzuaga em Brasília no dia 13 de setembro, no restaurante Don Francisco.  Foi ótimo, mas acho que esperava ainda mais.

Arzuaga-Navarro é uma vinícola de Ribera del Duero, fundada por Florentino Arzuaga no início dos anos 90 já com a pretensão de se fazer grandes vinhos.  O foco na qualidade começa no vinhedo, onde há seleção contínua de grãos.  A colheita é manual, a principal acontece em agosto, há 3 mesas para seleção grão a grão, a maceração também é manual.  E, acreditem se quiser, ao estilo do Douro, ainda há pisa das uvas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Milcampos Tempranillo para o Arroz Marroquino

Resolvi praticar minha nova especialidade: Arroz Marroquino.  Na busca por um vinho para harmonizar, pensei em um tinto leve, mas não tinha. Quem não tem cão...

Eis o eleito:

Milcampos Viñas Viejas 2010 
De Ribera del Duero, Bodega La Milagrosa.
10 meses em barricas de carvalho americano e húngaro.
Cor intensa, aromas de frutas negras, especiarias, flores, mato, café.  Em boca, macio, vivo, compotado, encorpado e equilibrado.  Vinho de contemplação, talvez um novo queridinho considerando o preço.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Degustação às Cegas: Argentina, Espanha e Portugal

Considero todos os convites especiais.  Se for para beber vinho, um pouco mais.  Mas há alguns convites que superam todas as expectativas e, para esses, me faltam adjetivos.


Sem comentários, né?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um corte de Garnatxa e Samso

Outra boa surpresa da Espanha, dessa vez de Montsant, uma Denominação de Origem da Cataluña, que circunda a DOC mais famosa, Priorato.  Não é à tôa que queria fazer um curso de espanhol em Barcelona e desisti porque acho que não vou aprender muito lá: custei a entender o rótulo!

O contra-rótulo dizia que se tratava de um corte 50% Garnatxa e 50% Samso, em catalão.  Em bom espanhol, descobri se tratar de Garnacha (Grenache) e Cariñena (Carignan).

Montsant está na província de Tarragona e a D.O. foi aprovada em 2001.  São muitas as castas permitidas: Chardonnay, Grenache Branca, Macabeo, Moscatel, Pansal e Parellada para brancas e Cabernet Sauvignon, Carignan, Grenache, Merlot, Monastrell, Picapoll, Syrah e Tempranillo para as tintas.

Sobre o vinho:

Xabec 2008
Produtor: Celler Malondro
Castas: Grenache e Carignan (50/50)
Envelhecimento: 14 meses em barricas de carvalho francês
Pontuação: 92 pontos RP (acho que estou encontrando uma área de convergência com Robert Parker)



Notas de Degustação do Importador:
Cor púrpura com aromas minerais, de lavanda, cereja preta, ameixa preta, concentrado e maduro, tem estrutura suficiente para evoluir muito bem.
Sugestão de Harmonização: Cassoulet, Ossobuco, Caça com molhos densos e condimentados.


Meus comentários:
Nariz complexo e muito agradável de cereja e alcaçuz, com notas de especiarias e madeira.  Em boca, muito equilibrado, taninos macios, corpo médio, final persistente de especiarias e chocolate.  Madeira muito sutil, deixando as características das castas se manifestarem. Maduro, apesar de permitir guarda de até 10 anos. Excelente!!
Melhor ainda com o preço: R$ 49,00
Harmonização: Leitura de Domingo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Uma boa surpresa de Bierzo

Segunda-feira resolvemos abrir uma garrafa de um vinho recebido do Clube do Vinho da Grand Cru. Mas, como disse, era segunda e, ainda por cima, o primeiro dia útil depois de longas férias, dedidi apenas provar (isso, um gole apenas!).  Ok, vinho bom, nada demais.  Ainda não tinha lido a ficha técnica do vinho e nem sabia qual era a casta, o rótulo só trazia o nome, a safra e a Denominação de Origem.

No dia seguinte, resolvi experimentá-lo direito e o primeiro impacto veio pelo nariz.  Aromas intensos de frutas bem maduras e madeira, leve toque de agradáveis especiarias.  Várias inspirações depois, era hora de levá-lo à boca, que comprovou e superou as expectativas (ok que as expectativas iniciais eram bem baixas).  Vinho muito equilibrado, aveludado, taninos finos, corpo médio, final prolongado e agradável de frutas e baunilha.

Encantada, esqueci meu jantar de lado (não, não é sinal de alcoolismo) e me dediquei à minha taça.  Curiosa, decidi procurar saber do que se tratava e, pelos 91 pontos de Robert Parker, acho que já consigo reconhecer um bom vinho!


Sobre o vinho:

Gotín del Risc 2008
Casta: Mencía
D.O: Bierzo, Espanha
Fermentação em aço inoxidável por 20 dias.
Fermentação malolática em barricas de carvalho francês.
Envelhecimento por 15 meses em carvalho francês.
Sugestão do produtor: decantar por dez minutos (o que, se eu tivesse feito, talvez teria evitado a minha primeira impressão equivocada!)


Recomendo e vou comprar novamente, especialmente pelo preço: R$ 49,00 na Grand Cru.
Boa dica para o fim de semana!

domingo, 16 de outubro de 2011

Duelo de Tempranillos

Hoje foi dia de Tempranillo.  Um típico espanhol e um surpreendente argentino.

A Tempranillo se destaca por notas de tabaco, pimenta e couro. É a uva mais famosa da Espanha, especialmente em Ribera del Duero, e conhecida por diversos outros nomes: Ull de Llebre, na Cataluña, Tinta Roriz no Douro e Aragonês no Alentejo.

Os vinhos:

Sabor Real Viñas Centenarias 2007
Produtor: Bodegas Campinã
Região: D.O. Toro
Álcool: 14%
Envelhecimento: 10 meses em barricas de carvalho francês e americano, alguns novos
Guarda: 10 anos
Importador: Grand Cru
Preço: R$ 49,00

Notas do Importador:
Aromas bastante expressivos. Na boca, rico, amadurecido e sério. Excelente concentração, final longo.  Vinho equilibrado, potente e aromático.
Sugestão de harmonização: lombo de cordeiro com arroz negro.



Escorihuela Gascón 2009
Produtor: Escorihuela Gascón
Região: Mendoza
Álcool: 13,4%
Envelhecimento: 4 meses em barricas de carvalho
Guarda: 5 anos
Importador: Grand Cru
Preço: R$ 29,00

Notas do Importador:
Aromas de frutos vermelhos maduros. Intenso, com boa concentração na boca.
Sugestão de harmonização: Pizza com presunto cru, aceita combinações variadas.


Meus comentários:
O primeiro vinho é mais aromático e mais complexo.  Mas o segundo me agradou mais em boca, mais macio.
Viñas Centenarias: 91 pontos Robert Parker.  Leve notas de madeira, final persistente e frutado.
Escorihuela: aromas de frutas vermelhas, chocolate, notas defumadas, boa persistência e final adocicado.
Pela diferença de preços, o segundo, com certeza, apresenta um custo/benefício ainda melhor.