Toda segunda, a Grand Cru Brasília oferece jantar harmonizado. A idéia pode parecer difícil de comprar, afinal segunda-feira é o dia internacional da dieta, mas, por outro lado, pode ser a desculpa para se começar uma reeducação alimentar e aprender a comer como os franceses! Uma refeição completa com entrada, prato principal e sobremesa, mais vinho, sem sair da linha!
Antes do carnaval, fui finalmente conhecer a proposta com algumas amigas e tivemos uma ótima surpresa! Todos os pratos estavam deliciosos e os vinhos, excelentes. Carol saiu com algumas garrafas. O cardápio daquele dia:
Entrada
Salada de Bacalhau, Azeitonas Portuguesas e Beringela
Vinho Verde Quinta do Ameal Escolha 2007, Portugal
Ninguém estava esperando muito da salada, mas não sobrou uma azeitoninha para contar história.
O vinho... eu esperava menos ainda, apesar de adorar vinhos brancos, não tive boas experiências com vinhos verdes. Mordi a língua mais uma vez. Esse, elaborado com a uva Loureiro, estava muito equilibrado, fresco, com aromas florais e minerais e notas sutis dos 6 meses em carvalho francês. Excelente! Harmonização perfeita. Para quem gosta de saber, 90 pontos Robert Parker.
Prato Principal
Filé em Crosta de Roquefort com Batatas Coradas
Clos de los Siete 2008, Argentina
Sem foto do prato porque nesse ponto o papo já estava bom demais para me lembrar da câmera!
Devo admitir que Michel Rolland sabe mesmo fazer vinho! Apesar de defender com paixão a tipicidade, se seu padrão virou uma ditadura do gosto, é porque alguém deve gostar desse padrão, não? Robusto, intenso, muito equilibrado, o vinho é bom e não posso negar.
56% Malbec, 21% Merlot, 10% Cabernet Sauvigon, 11% Syrah e 2% Petit Verdot. 11 meses em barricas (1/3 em novas francesas, 1/3 em barricas de 1 ano e 1/3 em tanques de aço) e até 10 anos de guarda. Também 90 pontos Robert Parker, amigo do Rolland, se é que isso quer dizer alguma coisa... ;)
Sobremesa
Brownie com Calda de Chocolate
Vinho do Porto Noval Tawny, Portugal
Para mim, a referência em harmonização: chocolate e Porto! Havia um sorvete de alguma coisa que não me lembro porque não me importei muito, foquei no brownie e no vinho e brindei às maravilhas da harmonização!
A edição de hoje também me deu água na boca:
Entrada
Ostras Gratinadas ao Chardonnay
Espumante Humberto Canale Extra Brut
Prato Principal
Filé com Batata ao Forno e Cogumelos
Tabalí Reserva Cabernet Sauvignon
Sobremesa
Torta de Limão
Tabalí Late Harvest
Tudo por R$ 125,00 + 10% por pessoa. Quem sabe ainda consigo convencer alguém a me acompanhar!!
segunda-feira, 5 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Brasil na Wine Enthusiast: Vinho, Samba e Canção no Carnaval Brasileiro
Susan Kostrzewa, da Wine Enthusiast, esteve no Brasil durante o Carnaval e publicou um artigo especial e bastante elogioso sobre os vinhos brasileiros, cuja qualidade estaria atingindo níveis competitivos.
Para ela, o cenário da Serra Gaúcha lembra uma combinação de Toscana e Stellenbosch e nossos tintos são mais parecidos com os do Velho Mundo do que com os de nossos vizinhos argentinos e chilenos. Destacou, of course, os espumantes, repletos de acidez natural, de qualidade e com preços justos, que já podem disputar tranquilamente o mercado global.
Por fim, a mudança cultural. Os brasileiros estão bebendo mais vinho e "descobrindo o encanto de se combinar vinhos fantásticos com comida". Taí, talvez quando ultrapassarmos a média de 2 litros/pessoa, nossas discussões sobre impostos, margens de lucro e altos preços poderão fazer parte do passado.
Susan deixou seu recado: "Amantes do Vinho devem definitivamente ficar de olho no Brasil". Let's spread the word!
Para ela, o cenário da Serra Gaúcha lembra uma combinação de Toscana e Stellenbosch e nossos tintos são mais parecidos com os do Velho Mundo do que com os de nossos vizinhos argentinos e chilenos. Destacou, of course, os espumantes, repletos de acidez natural, de qualidade e com preços justos, que já podem disputar tranquilamente o mercado global.
Por fim, a mudança cultural. Os brasileiros estão bebendo mais vinho e "descobrindo o encanto de se combinar vinhos fantásticos com comida". Taí, talvez quando ultrapassarmos a média de 2 litros/pessoa, nossas discussões sobre impostos, margens de lucro e altos preços poderão fazer parte do passado.
Susan deixou seu recado: "Amantes do Vinho devem definitivamente ficar de olho no Brasil". Let's spread the word!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Harmonizando o Nhoque da Sorte
Hoje é dia 29, dia de comer nhoque para trazer sorte e fatura para os próximos 30 dias. Em tempos de IPVA, IPTU e dívidas de férias, melhor não correr o risco!
Já que vamos ter que comer massa hoje, não tem como não abrir um bom vinho. Sendo o nhoque de batata, mandioquinha ou mandioca, quem definirá a harmonização, como com qualquer massa, é o molho. Algumas sugestões (que poderão variar conforme seu gosto, como você sabe, a arte da harmonização é muito mais complexa do que sonha sua vã filosofia):
Bolonhesa pede um vinho tinto mais estruturado, mas com boa acidez. Sangiovese! Um Merlot brasileiro mais encorpado também vale.
Molho de Tomate é mais leve, pede um tinto de corpo médio e também com boa acidez. Sangiovese, Dolcetto, Primitivo, Pinot Noir, Syrah e, claro, Merlot brasileiro!
Molho 4 Queijos pede um Chardonnay de boa estrutura, com madeira, ou um Merlot mais encorpado e uma semana de dieta depois. O crime compensa!
Molho Funghi também vai bem com um branco com um pouquinho de madeira, um pouco mais leve que o Chardonnay anterior, que tal experimentar um Soave? Se for feito com creme de leite, acho que vale a pena tentar um tinto médio também.
Molho Bechamel, branco encorpado: para sair do Chardonnay, vale o Viognier.
Molho Pesto também vai de branco, agora frescos e aromáticos, sem madeira: Sauvignon Blanc, Torrontés.
Molho de Gengibre: acidez, muita acidez, brancos jovens: Riesling!
Molho de Manteiga e Sálvia: também branco leve.
Branco, acidez, calor insuportável... deu uma sede!!
Essas sugestões de molhos encontrei na San Felice Massas, na 413 norte. Você leva o nhoque, o molho e o vinho para casa e degusta tudo com uma nota de um real embaixo do prato e o ar-condicionado ligado!
Já que vamos ter que comer massa hoje, não tem como não abrir um bom vinho. Sendo o nhoque de batata, mandioquinha ou mandioca, quem definirá a harmonização, como com qualquer massa, é o molho. Algumas sugestões (que poderão variar conforme seu gosto, como você sabe, a arte da harmonização é muito mais complexa do que sonha sua vã filosofia):
Bolonhesa pede um vinho tinto mais estruturado, mas com boa acidez. Sangiovese! Um Merlot brasileiro mais encorpado também vale.
Molho de Tomate é mais leve, pede um tinto de corpo médio e também com boa acidez. Sangiovese, Dolcetto, Primitivo, Pinot Noir, Syrah e, claro, Merlot brasileiro!
Molho 4 Queijos pede um Chardonnay de boa estrutura, com madeira, ou um Merlot mais encorpado e uma semana de dieta depois. O crime compensa!
Molho Funghi também vai bem com um branco com um pouquinho de madeira, um pouco mais leve que o Chardonnay anterior, que tal experimentar um Soave? Se for feito com creme de leite, acho que vale a pena tentar um tinto médio também.
Molho Bechamel, branco encorpado: para sair do Chardonnay, vale o Viognier.
Molho Pesto também vai de branco, agora frescos e aromáticos, sem madeira: Sauvignon Blanc, Torrontés.
Molho de Gengibre: acidez, muita acidez, brancos jovens: Riesling!
Molho de Manteiga e Sálvia: também branco leve.
Branco, acidez, calor insuportável... deu uma sede!!
Essas sugestões de molhos encontrei na San Felice Massas, na 413 norte. Você leva o nhoque, o molho e o vinho para casa e degusta tudo com uma nota de um real embaixo do prato e o ar-condicionado ligado!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O Cocktail Oficial do Oscar
Ontem, após a premiação do Academy Awards, rolou o famoso Governors Ball que, esse ano, teve um drink especial para chamar de seu: Red Carpet Glamour Cocktail.
A bebida foi a vencedora do concurso Moët Oscar Cocktail que premiou o mixologista e sommelier Adam Seger do restaurante Nacional 27 de Chicago com uma viagem, com acompanhante, para Los Angeles para acompanhar a festa. Para você que não sabe, mixologista é o novo barman. Não um barman qualquer, mas aquele que domina a arte de misturar e incorpora técnicas de gastronomia no preparo de drinks. E você achava que só vinho tinha suas frescuras, né?
O cocktail é elaborado com Hum Botanical Spirit, sour mix e Moët Imperial. Hum Botanical é uma bebida a base de rum com uma mistura exótica de cardamomo, gengibre e folha desidratada de limão kaffir.
Receita:
Misture 30 ml de sour mix e Hum Botanical com gelo. Coloque a mistura em uma taça flute até metade e complete com Moët&Chandon Imperial. Decore com uma pétala de rosa.
Depois basta ficar completando a taça com champanhe para que sua efervescência libere as notas de cardamomo e kaffir do Hum. Chiquérrimo, não?
Sour Mix:
Misture 1 xícara de açúcar com 1 xícara de água até dissolver completamente. Acrescente 1 xícara de suco de limão e 1 xícara de suco de lima e guarde na geladeira.
Curiosidades:
Para essa festinha after Oscar, que contou com a presença de cerca de 1500 convidados, foram servidas 1000 garrafas de Moët&Chandon e 5000 mini Oscars de chocolate (aquele que você deve ter visto na TV que levava pó de ouro!).
Minha festa também teve Oscar de chocolate, mas sem pó de ouro...
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| Red Carpet Glamour Cocktail |
A bebida foi a vencedora do concurso Moët Oscar Cocktail que premiou o mixologista e sommelier Adam Seger do restaurante Nacional 27 de Chicago com uma viagem, com acompanhante, para Los Angeles para acompanhar a festa. Para você que não sabe, mixologista é o novo barman. Não um barman qualquer, mas aquele que domina a arte de misturar e incorpora técnicas de gastronomia no preparo de drinks. E você achava que só vinho tinha suas frescuras, né?
O cocktail é elaborado com Hum Botanical Spirit, sour mix e Moët Imperial. Hum Botanical é uma bebida a base de rum com uma mistura exótica de cardamomo, gengibre e folha desidratada de limão kaffir.
Receita:
Misture 30 ml de sour mix e Hum Botanical com gelo. Coloque a mistura em uma taça flute até metade e complete com Moët&Chandon Imperial. Decore com uma pétala de rosa.
Depois basta ficar completando a taça com champanhe para que sua efervescência libere as notas de cardamomo e kaffir do Hum. Chiquérrimo, não?
Sour Mix:
Misture 1 xícara de açúcar com 1 xícara de água até dissolver completamente. Acrescente 1 xícara de suco de limão e 1 xícara de suco de lima e guarde na geladeira.
Curiosidades:
Para essa festinha after Oscar, que contou com a presença de cerca de 1500 convidados, foram servidas 1000 garrafas de Moët&Chandon e 5000 mini Oscars de chocolate (aquele que você deve ter visto na TV que levava pó de ouro!).
Minha festa também teve Oscar de chocolate, mas sem pó de ouro...
| Oscar Party |
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Dicas para a Noite do Oscar
A Moët&Chandon é a maison oficial da premiação do Oscar. Daí você já tem a dica do que servir na noite do evento. Se você, como eu, pretende fazer algo especial hoje e não pode bancar garrafas de Moët, voto pelos espumantes nacionais. Que tal uma degustação de espumantes?
Espumantes de diferentes marcas, diferentes cores e diferentes graus de doçura. Minha sugestão: Perini Moscatel, Amadeu Brut Rosé, Valduga 130 e Cave Geisse Nature.
A web está cheia de dicas para você oferecer uma festinha na noite do Oscar, desde dicas de menus inspirados pelos filmes indicados até sugestões de atividades. Dê uma olhada no Epicurious com todas as dicas que você precisa (comida, bebida, som, ambiente), no Basílico que tem dicas de pratos e o site oficial do Oscar que traz receitas, drinks patrocinados pela Moët e, para a diversão de seus convidados, modelos de cédulas para votação e bingo para download.
Eu decidi seguir o estilo "Moneyball" mesmo e servir junk food. Combina com o filme, com a premiação americana, com domingo à noite e traz o clima do cinema para dentro de casa: pipoca gourmet (com diferentes tipos de azeites), M&Ms, cookies, amendoim japonês, pea wasabi e focaccia para um toque internacional. O glamour vai ficar só para os espumantes e para as estatuetas de chocolate que premiarão os vencedores do Bingo e aquele que acertar o maior número de premiados.
Gostou da idéia? Deixe o Fantástico de lado hoje e torça por Carlinhos Brown e Sérgio Mendes a partir das 21hs na TNT!
Espumantes de diferentes marcas, diferentes cores e diferentes graus de doçura. Minha sugestão: Perini Moscatel, Amadeu Brut Rosé, Valduga 130 e Cave Geisse Nature.
A web está cheia de dicas para você oferecer uma festinha na noite do Oscar, desde dicas de menus inspirados pelos filmes indicados até sugestões de atividades. Dê uma olhada no Epicurious com todas as dicas que você precisa (comida, bebida, som, ambiente), no Basílico que tem dicas de pratos e o site oficial do Oscar que traz receitas, drinks patrocinados pela Moët e, para a diversão de seus convidados, modelos de cédulas para votação e bingo para download.
Eu decidi seguir o estilo "Moneyball" mesmo e servir junk food. Combina com o filme, com a premiação americana, com domingo à noite e traz o clima do cinema para dentro de casa: pipoca gourmet (com diferentes tipos de azeites), M&Ms, cookies, amendoim japonês, pea wasabi e focaccia para um toque internacional. O glamour vai ficar só para os espumantes e para as estatuetas de chocolate que premiarão os vencedores do Bingo e aquele que acertar o maior número de premiados.
Gostou da idéia? Deixe o Fantástico de lado hoje e torça por Carlinhos Brown e Sérgio Mendes a partir das 21hs na TNT!
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Minha primeira vez: Grands-Échezeaux 1977
Não é que eu jamais tivesse encostado em um ou que não soubesse da utilidade de um decanter, mas a forma como aconteceu dessa vez foi mais profundo e mais especial, com direito a velas e nervosismo. Confesso que estava tensa. Medo de acontecer algo com a rolha, medo de o vinho estar uma merda, medo de não conseguir decantar direito, sei lá, medo é assim, não tem muita explicação.
Tratava-se de um Grands Echezeaux 1977. Não se deixe impressionar pelo vinho, essa safra na Borgonha não foi das melhores. O clima transformou as boas condições do ano anterior. A chuva caiu constantemente, quase diariamente durante julho. A primeira quinzena de agosto contou com uma volta ao clima favorável, mas houve algumas tempestades violentas no final do mês. Um setembro ensolarado ajudou a amadurecer as uvas e a colheita começou tarde, apenas na primeira semana de outubro.
Então, como não tive a sorte de nascer em 78 por uma questão de dias, já estava me convencendo a ter que seguir os conselho do baterista do Kings of Leon e desistir de presentes de aniversário safrados, a não ser, no meu caso, se for um vinho do Porto!!
Após a difícil tarefa de decantar e separar as borras, deixei a bebida aerar por mais de 4 horas. Nesse período, incorporei Maya do filme Sideways e fiquei ali pensando em como foi a safra, imaginando as pessoas que participaram da elaboração e contabilizando tudo que já aconteceu durante o tempo em que ficou ali na garrafa envelhecendo. Ah, as histórias...
No decanter, os aromas já estavam agradando, mas ainda estava tensa sobre o primeiro gole. Poxa, é normal essa tensão quando você compra um vinho com essa idade, de um produtor que não é grande coisa, de uma safra que foi pior ainda. Mas, what the hell, será que em 1977 já existia essa coisa de grandes e bons produtores? Talvez naquela época o Marché aux Vins era o melhor que se poderia ter...
Para acompanhar, uma refeição à altura: Coq au Vin (que não era Coq, mas um frango mesmo). Um dos dois teria que salvar a noite!
Coragem, enfim. Surpresa, surpresa, o vinho ainda estava bom! Pode até ser que tivesse passado seu auge (não sei como é um Borgonha no seu auge), mas ainda estava agradável, muito agradável!
Vermelho âmbar com reflexos amarronzados e imagino que o fato de não ser uma safra boa se refletiu em um vinho ainda mais leve, ainda mais delicado, menos rico em aromas e menos denso em sabor, mas ainda refinado, com aromas típicos da Pinot Noir, encantador e muito fresco. Morangos e framboesas, alcaçuz, um pouco de chocolate e caramelo. Foi se abrindo mais e mais com o tempo e atingiu um frescor surpreendente. 34 anos. Impressionante.
Valeu cada minuto e cada gole. E mesmo se estivesse muito ruim, acho que não me importaria, tinha uma raridade de 1977 nas mãos. E sei lá quando terei uma oportunidade dessa de novo na vida!
Tratava-se de um Grands Echezeaux 1977. Não se deixe impressionar pelo vinho, essa safra na Borgonha não foi das melhores. O clima transformou as boas condições do ano anterior. A chuva caiu constantemente, quase diariamente durante julho. A primeira quinzena de agosto contou com uma volta ao clima favorável, mas houve algumas tempestades violentas no final do mês. Um setembro ensolarado ajudou a amadurecer as uvas e a colheita começou tarde, apenas na primeira semana de outubro.
Então, como não tive a sorte de nascer em 78 por uma questão de dias, já estava me convencendo a ter que seguir os conselho do baterista do Kings of Leon e desistir de presentes de aniversário safrados, a não ser, no meu caso, se for um vinho do Porto!!
Após a difícil tarefa de decantar e separar as borras, deixei a bebida aerar por mais de 4 horas. Nesse período, incorporei Maya do filme Sideways e fiquei ali pensando em como foi a safra, imaginando as pessoas que participaram da elaboração e contabilizando tudo que já aconteceu durante o tempo em que ficou ali na garrafa envelhecendo. Ah, as histórias...
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| Separando as borras |
No decanter, os aromas já estavam agradando, mas ainda estava tensa sobre o primeiro gole. Poxa, é normal essa tensão quando você compra um vinho com essa idade, de um produtor que não é grande coisa, de uma safra que foi pior ainda. Mas, what the hell, será que em 1977 já existia essa coisa de grandes e bons produtores? Talvez naquela época o Marché aux Vins era o melhor que se poderia ter...
Para acompanhar, uma refeição à altura: Coq au Vin (que não era Coq, mas um frango mesmo). Um dos dois teria que salvar a noite!
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| "Frango" au Vin |
Vermelho âmbar com reflexos amarronzados e imagino que o fato de não ser uma safra boa se refletiu em um vinho ainda mais leve, ainda mais delicado, menos rico em aromas e menos denso em sabor, mas ainda refinado, com aromas típicos da Pinot Noir, encantador e muito fresco. Morangos e framboesas, alcaçuz, um pouco de chocolate e caramelo. Foi se abrindo mais e mais com o tempo e atingiu um frescor surpreendente. 34 anos. Impressionante.
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| Grands-Echezeaux 1977 |
Valeu cada minuto e cada gole. E mesmo se estivesse muito ruim, acho que não me importaria, tinha uma raridade de 1977 nas mãos. E sei lá quando terei uma oportunidade dessa de novo na vida!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Harmonização da Terça-Feira Gorda: Teroldego e Galinhada
Para encerrar em alto estilo o Carnaval regado a espumantes, rosés e tintos leves, nada como uma boa e encorpada refeição para se preparar para o período de privação e penitência da Quaresma!
Atendendo a meu pedido, D. Mariluce, minha mãe, preparou uma deliciosa galinhada e seu famoso molho de moelas. São Pedro colaborou e enviou algumas nuvens e uma chuvinha para refrescar e contribuir com a experiência.
Diante desse cenário, só restava abrir o vinho: Angheben Teroldego 2005, sobre o qual falei aqui. Achei que poderia dar certo, mas não tanto!
Veja bem, não sei se basta uma galinhada qualquer para a harmonização sair perfeita já que o vinho é potente. Na minha opinião, foi o molho de moelas que, com seu gosto mais forte e temperos, equilibrou a boa acidez e os taninos adocicados do vinho.
Indico a experiência e juro que, quem provou, concordou!
Atendendo a meu pedido, D. Mariluce, minha mãe, preparou uma deliciosa galinhada e seu famoso molho de moelas. São Pedro colaborou e enviou algumas nuvens e uma chuvinha para refrescar e contribuir com a experiência.
Diante desse cenário, só restava abrir o vinho: Angheben Teroldego 2005, sobre o qual falei aqui. Achei que poderia dar certo, mas não tanto!
Veja bem, não sei se basta uma galinhada qualquer para a harmonização sair perfeita já que o vinho é potente. Na minha opinião, foi o molho de moelas que, com seu gosto mais forte e temperos, equilibrou a boa acidez e os taninos adocicados do vinho.
| Molho de Moelas |
sábado, 18 de fevereiro de 2012
La Tambouille e Casa Lapostolle
Finalmente fui conhecer o novo espaço gourmet do Parkshopping. Primeira impressão: uma praça de alimentação metida a besta com restaurantes bacanas, nada demais. Escolhido: La Tambouille. Segunda impressão: restaurante aconhegante, decoração clássica e chique, exatamente como um bom restaurante francês. Conclusão: nem sempre a primeira impressão é a que deve ficar, não era apenas uma praça de alimentação after all.
As impressões melhoraram ainda mais com o atendimento profissional e cuidadoso, algo infelizmente não tão comum em Brasília. Todos manifestaram desejo por um vinho branco, para minha felicidade! E, na difícil tarefa de escolher um vinho que agrade gostos e bolsos diversificados, pudemos contar com a ajuda de Santana, o atencioso sommelier da casa. O escolhido: Casa Lapostolle Chardonnay 2009, melhor custo-benefício da carta na minha opinião (R$ 79,00).
Aromas de frutras tropicais e flores, leve toque de madeira, bom volume em boca, boa acidez e boa persistência, agradou bastante. Com meu prato, em especial, encaixou perfeitamente!
Para confirmar a conclusão anterior de que, realmente, o que fica mesmo é a última impressão: café e chá servidos com uma variedade de guloseimas finas.
Definitivamente, um jantar nada parecido com o que se costuma ter em praças de alimentação!
Fica a dica para o sábado, caso não esteja perdido(a) em algum bloco em Salvador...
As impressões melhoraram ainda mais com o atendimento profissional e cuidadoso, algo infelizmente não tão comum em Brasília. Todos manifestaram desejo por um vinho branco, para minha felicidade! E, na difícil tarefa de escolher um vinho que agrade gostos e bolsos diversificados, pudemos contar com a ajuda de Santana, o atencioso sommelier da casa. O escolhido: Casa Lapostolle Chardonnay 2009, melhor custo-benefício da carta na minha opinião (R$ 79,00).
Aromas de frutras tropicais e flores, leve toque de madeira, bom volume em boca, boa acidez e boa persistência, agradou bastante. Com meu prato, em especial, encaixou perfeitamente!
| Posta de robalo grelhada ao molho bouillabaisse com frutos do mar |
Definitivamente, um jantar nada parecido com o que se costuma ter em praças de alimentação!
Fica a dica para o sábado, caso não esteja perdido(a) em algum bloco em Salvador...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Jantar Harmonizado Zuccardi
Aconteceu aqui em Brasília, ontem e antes de ontem (claro que teriam que abrir um dia extra), um jantar no restaurante Dom Francisco todo harmonizado com vinhos da vinícola Zuccardi. A degustação foi muito bem conduzida pelo sommelier da vinícola, o brasiliense Fred, e o cardápio foi elaborado pela chef do restaurante La Bourgogne de Mendoza (que fica no hotel Diplomatic), Melisa. Felizmente, consegui convencer outras 5 pessoas a me acompanharem nessa experiência deliciosa!
O convite, com o cardápio:
Entrada
A salada estava uma delícia. O convite anunciava o Torrontés que foi substituído à altura por esse corte com aroma frutado e bem floral e boca amendoada. Sucesso absoluto e unânime na mesa. Meu tio já queria comprar uma garrafa para levar para o Carnaval!
Primeiro Prato
Segundo Prato
Terceiro Prato
Sobremesa
Se você também ficou com esse gostinho, os vinhos estão na Art du Vin e, melhor ainda, você pode convidar o Fred e a Melissa para fazerem um jantar desses em sua casa sempre que estiverem por aqui de férias. Dessa vez, eles partem dia 6 de março, se você correr, ainda dá tempo!
O convite, com o cardápio:
Entrada
Carpaccio de figos com mix de folhas verdes, queijo de cabra assado e amêndoas tostadas.
Zuccardi Série A Chardonnay-Viognier
Zuccardi Série A Chardonnay-Viognier
A salada estava uma delícia. O convite anunciava o Torrontés que foi substituído à altura por esse corte com aroma frutado e bem floral e boca amendoada. Sucesso absoluto e unânime na mesa. Meu tio já queria comprar uma garrafa para levar para o Carnaval!
Primeiro Prato
Empanadas de carne.
Santa Julia ReservaTempranillo
As empanadas estavam divinas e bem temperadas. O vinho, jovem, poderia ter respirado um pouco mais, mas também agradou. Frutas e especiarias no nariz, corpo médio e com acidez um pouco elevada. Achei que o tempero das empanadas sobressaíram ao vinho, mas outros gostaram muito da harmonização.Segundo Prato
Bife de Chorizo ao chimichurri sobre cremoso de brócolis com tomates confitados ao alecrim.
Zuccardi Série A Malbec
Mais um prato delicioso! Quanto ao vinho, reparei olhares cúmplices pela mesa após o primeiro gole: o vencedor da noite. Frutado e com notas amadeiradas, estava muito equilibrado e macio.Terceiro Prato
Cordeiro braseado com purê de batatas perfumado ao alho, amêndoas tostadas e chips de bacon.
Zuccardi Q Tempranillo
Os pratos não paravam de surpreender, o cordeiro se desmanchava no prato. O pessoal reviu a opinião sobre o Tempranillo e se rendeu a esse mais encorpado que o primeiro, com aromas de frutas maduras, baunilha, chocolate e taninos aveludados.Zuccardi Q Tempranillo
Sobremesa
Torta úmida de chocolate com frutas maceradas ao malamado e sorvete com fios de limão.
Malamado Malbec
Malamado Malbec
Dica: coloque raspas de limão no seu sorvete de creme com calda de morango para acompanhar o brownie. Fica perfeito! O vinho, um fortificado 100% Malbec, doce, com ótima acidez e final prolongado, impressionou e deixou um gostinho de quero mais, muito mais.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Valentine's Day: Vinho Africano com Picadinho de Filé
A Thais de vez em quando resolve cozinhar pra gente. E eu, de vez em sempre, peço Picadinho. Não é falta de criatividade, é devoção!
Para acompanhar: Fleur du Cap Cabernet Sauvignon 2008 (a Thais tem uma relação especial com a África do Sul...). Facilmente encontrado no Pão de Açúcar, é uma boa escolha para o dia a dia. Aromas de frutas negras e toques herbáceos, madeira suave, taninos macios e bom corpo. Vai bem com pratos de filé e molhos condimentados, como o Picadinho.
Vou ser legal e divulgar a receita para você tentar em casa e, quem sabe, impressionar nesse Valentine's Day!
Receita do Picadinho
600 gramas de filet bem picadinho
1 cebola bem picadinha
1 pimentão vermelho bem picadinho
4 dentes de alho picadinhos
1 tomate maduro bem picado
1 taça de vinho tinto
Meio vidro de molho Madeira (tipo aquele "masterfood")
Molho inglês
Molho shoyu
Pimenta do reino
Páprica
Noz moscada
Sal
Tempere o filet com o vinho tinto, molho inglês, shoyu, pimenta do reino, páprica, noz moscada e sal a gosto.
Deixe marinar por cerca de 10 minutos.
Refogue o alho, a cebola e o pimentão até dourar, depois acrescente o tomate. Acrescente o filet e deixe cozinhar por alguns minutos. Ao final, adicione o Molho Madeira até engrossar.
Boa sorte e bom apetite!!
| Picadinho da Thais |
Para acompanhar: Fleur du Cap Cabernet Sauvignon 2008 (a Thais tem uma relação especial com a África do Sul...). Facilmente encontrado no Pão de Açúcar, é uma boa escolha para o dia a dia. Aromas de frutas negras e toques herbáceos, madeira suave, taninos macios e bom corpo. Vai bem com pratos de filé e molhos condimentados, como o Picadinho.
Vou ser legal e divulgar a receita para você tentar em casa e, quem sabe, impressionar nesse Valentine's Day!
Receita do Picadinho
600 gramas de filet bem picadinho
1 cebola bem picadinha
1 pimentão vermelho bem picadinho
4 dentes de alho picadinhos
1 tomate maduro bem picado
1 taça de vinho tinto
Meio vidro de molho Madeira (tipo aquele "masterfood")
Molho inglês
Molho shoyu
Pimenta do reino
Páprica
Noz moscada
Sal
Tempere o filet com o vinho tinto, molho inglês, shoyu, pimenta do reino, páprica, noz moscada e sal a gosto.
Deixe marinar por cerca de 10 minutos.
Refogue o alho, a cebola e o pimentão até dourar, depois acrescente o tomate. Acrescente o filet e deixe cozinhar por alguns minutos. Ao final, adicione o Molho Madeira até engrossar.
Boa sorte e bom apetite!!
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